quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PJ 20

Pearl Jam, Jeremy, e você

Entre camisas de flanelas e calças jeans rasgadas em cima da cama, o disco “Ten”, do Pearl Jam se destacava. Ali está o símbolo do que era o quarto de um garoto adolescente nos anos 1990. Grunge! Ou sujo. Sujo nas letras, fundamentado no jeito desleixado e simples de viver a vida. O movimento grunge apareceu no momento ideal para suprir uma lacuna que não havia sido preenchida naquela geração. Alienação social, angústia, apatia, confinamento e um enorme desejo de liberdade. Os jovens sentiam-se presos dentro de si mesmos, alimentando uma grande revolta com os caminhos que o mundo tomava.  E foi em bandas como Mudhoney, Nirvana, e Pearl Jam, que esses jovens libertaram suas almas, tornando-se pessoas conscientes do seu papel na sociedade.

O berçário grunge em Seattle mudou completamente a vida de quem foi influenciado pelas letras profundas que faziam refletir; e pelo barulho que entrava no ouvido despertando a ânsia de se descobrir. Jeremy falou, cresceu, amadureceu, casou. Já o Pearl Jam, gritou, pulou, mas também amadureceu e casou. E ambos sabem disso. Muita coisa mudou. Jeremy é um homem. E o Pearl Jam é uma sólida banda de rock. O rótulo grunge não lhe cabe mais. A discografia do grupo prova que eles tornaram-se maiores que um movimento. Na calçada da fama do rock, o Pearl Jam já tem seu nome consagrado na história. E tudo foi muito rápido. Jeremy que o diga. De 1990 para cá, vinte anos de história  voaram como em um filme. Do  barulho a suavidade, de disco em disco, de show em show, soando natural, vivendo um dia por vez. Quando se olha para trás e se vê claramente que realmente valeu a pena batalhar e conquistar mais um fã. Mais um cara que vai chegar à noite em casa, abrir uma cerveja gelada, e colocar Pearl Jam para tocar bem alto. Mais um cara que vai andar a pé alguns metros ou milhares de quilômetros, se amassar, pular, e gritar para ver uma das melhores bandas de rock em performances ao vivo. Nesse momento, os anos 1990 se confundem com o ano de 2011. Eddie, Mike, Stone, Jeff e Matt, estão orgulhosos. Jeremy está feliz. E nós estamos em êxtase porque nossa história se mistura e se perde em Pearl Jam.                     
                                                                                                                           Fabricio Amorim
                                                                                                                    
                                                                                                                                  

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